sexta-feira, 18 de maio de 2012

ORNAMENTAÇÃO CORPORAL

Ornamentar o corpo com tatuagens e piercings tornou-se uma prática comum entre os jovens, contudo estes ornamentos exercem diferentes funções entre eles e a sociedade na qual estão inseridos.
A princípio, sinalizavam o pertencimento a algum grupo, ou mesmo status dentro deste. 
Contudo na atualidade,  ou melhor, na sociedade capitalista onde tudo é comprado ou vendido sem um porquê que o justifique, os adornos corporais torna o individuo igual a tantos outros em função da uniformização do diferente pela indústria do piercing, das tattos e brandings. O que vale é estar na moda.
E assim acontece com os cabelos, vestimenta e qualquer outro tipo de acessório.  

MENINOS X MENINAS

Entre 11 e 14 anos, nossas crianças entram no período conhecido como puberdade: meninos e meninas passam por relevantes transformações hormonais que acarretarão mudanças significativas em seus corpos, e consequentemente, em toda sua maneira de agir e lidar com o mundo.
Neste momento, as glândulas endócrinas passarão a secretar hormônios que determinarão papéis específicos para cada um dos sexos.
Tudo inicia-se em uma pequena região do cérebro, o hipotálamo, que acionará a hipófise. Esta secretará altas taxas de hormônios gonadotróficos, os quais estimularão o desenvolvimento das glândulas nos testículos, que passarão a produzir testosterona; e nos ovários, que passarão a produzir nas meninas o hormônio estradiol.  
A testosterona acarretará o crescimento dos pelos pubianos, faciais e o crescimento da genitais.
O estradiol será o responsável pelo do ciclo menstrual e crescimento das mamas.
Também a hipófise secretará outros três hormônios: androgênio suprarrenal, os estimuladores de tireoide  e hormônio do crescimento. Estes afetam, nas meninas, o crescimento pubiano e físico, e nos meninos, desenvolve as características sexuais secundárias.

Jovem: um turbilhão de transformações

Que os jovens passam por um complexo conjunto de transformações ninguém duvida, sejam elas cognitivas, sociais ou afetivas. Contudo há uma mutação que se destaca, quero dizer,  os ganhos físicos são bastante acentuados. Daí tomarmos, muitas vezes, este critério como válido para classificarmos o indivíduo enquanto adolescente ou não, jovenzinho ou não.
No entanto não devemos deixar de observar que em função destes ganhos físicos, os jovens apresentarão também as demais mudanças citadas: ampliarão sua rede de relacionamento social, o que acarretará transformações afetivas e cognitivas.

MUDANÇAS

Ao longo de sua vida os indivíduos  passam por uma gama imensa de modificações biológicas, sociais, cognitivas e afetivas, sendo a adolescência um dos períodos mais relevantes da vida de tais sujeitos.
 Carmo (2010), classifica tais mudanças como sendo qualitativas ou quantitativas, vejamos:

  • Qualitativas seriam as transformações associadas à funções e habilidades resultado de imposições biológicas, mas que mais tarde acabam por serem refinadas pela aprendizagem. Como por exemplo, a escrita.
  • Quantitativas seriam as transformações resultantes de quaisquer acréscimos obtidos pelo indivíduo: vocabulário, físicos, relacionamento social...